1Forte Vermelho (Lal Qila)
Muralhas de arenito vermelho que Shah Jahan mandou erguer a partir de 1639, quando levou a corte mogol de Agra para Délhi. Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2007.
Ver detalhes de Forte Vermelho (Lal Qila)
Em Délhi, numa mesma tarde você deixa os sapatos na porta de uma mesquita do século 17 e de um gurdwara de cúpula dourada, e no meio do caminho um paratha recheado chega quente à mesa.
Chandni Chowk quer dizer algo como "praça do luar": no século 17, um espelho d'água no meio da rua refletia a lua.
O India Gate tem 13.313 nomes gravados, de soldados mortos na Primeira Guerra Mundial e na Terceira Guerra Anglo-Afegã.
A origem do butter chicken foi parar na Justiça em 2024: duas famílias ligadas ao restaurante Moti Mahal, em Délhi, disputam quem inventou o prato.
O Trono do Pavão, símbolo do luxo mogol, ficava no Forte Vermelho até ser levado pelo persa Nadir Shah no saque de 1739.
Nos anos seguintes à independência, Jawaharlal Nehru e Indira Gandhi iam à Paranthe Wali Gali comer parathas.
1Muralhas de arenito vermelho que Shah Jahan mandou erguer a partir de 1639, quando levou a corte mogol de Agra para Délhi. Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2007.
Ver detalhes de Forte Vermelho (Lal Qila)
2A rua de mercado desenhada pela princesa Jahanara em 1650, hoje tomada por lojas de atacado, mercado de especiarias, templos e a famosa ruela dos parathas.
Ver detalhes de Chandni Chowk
3A grande mesquita de Shah Jahan, de arenito vermelho e cúpulas de mármore, com pátio para cerca de 25 mil fiéis e minaretes de onde se vê a Velha Délhi.
Ver detalhes de Jama Masjid
4Templo sikh de cúpulas douradas perto de Connaught Place, ligado ao Guru Har Krishan, com lago sagrado e cozinha comunitária que serve refeição gratuita a qualquer pessoa.
Ver detalhes de Gurdwara Bangla Sahib
5O primeiro túmulo-jardim do subcontinente indiano, encomendado pela viúva do imperador Humayun no século 16 e modelo que os mogóis levariam ao auge no Taj Mahal.
Ver detalhes de Túmulo de Humayun
6A avenida cerimonial de Lutyens, antes Kingsway e Rajpath, que liga o Rashtrapati Bhavan ao India Gate e recebe o desfile do Dia da República todo 26 de janeiro.
Ver detalhes de Kartavya Path
7Arco de 42 metros projetado por Edwin Lutyens e inaugurado em 1931 em memória dos soldados indianos mortos na Primeira Guerra Mundial e na Terceira Guerra Anglo-Afegã.
Ver detalhes de India Gate
8Minarete de 72,5 metros iniciado em 1199, com cinco andares de arenito, num complexo que guarda também um pilar de ferro com inscrição em sânscrito do século 4.
Ver detalhes de Qutub Minar
9Casa de adoração bahá'í com 27 pétalas revestidas de mármore em forma de lótus semiaberta, aberta a pessoas de qualquer religião para oração e meditação em silêncio.
Ver detalhes de Templo de Lótus
10Complexo hindu da organização BAPS dedicado a Bhagwan Swaminarayan, com templo de arenito rosa e mármore, 234 colunas esculpidas, exposições e um show de águas ao anoitecer.
Ver detalhes de Swaminarayan Akshardham
1Quem entra pela Lahori Gate entende o nome na hora: o arenito vermelho das muralhas domina tudo e esconde, lá dentro, salões de audiência, pavilhões e jardins. Shah Jahan ordenou a obra em 1639 para mudar a capital mogol de Agra para cá, e o arquiteto Ustad Ahmad Lahori também tem o nome ligado ao Taj Mahal. O nome original era Qila-i-Mubarak, o forte abençoado.
No Diwan-i-Aam, o imperador ouvia o povo; no Diwan-i-Khas, recebia a nobreza. Foi do forte que Nadir Shah levou o Trono do Pavão, em 1739. E, desde 1947, é das muralhas da Lahori Gate que o primeiro-ministro hasteia a bandeira e discursa no Dia da Independência.
2O projeto de 1650 foi da princesa Jahanara, filha de Shah Jahan, e tinha um canal correndo pelo meio da rua e um espelho d'água que refletia a lua, daí o nome. O lago deu lugar a uma torre de relógio nos anos 1870, mas a rua nunca perdeu o movimento: é um dos maiores mercados de atacado da Índia, com becos inteiros de joias, eletrônicos e convites de casamento.
O trecho principal virou trilha para pedestres em 2021, o que ajuda a andar. Para o nariz, o destino é Khari Baoli, o mercado de especiarias; para o estômago, a Paranthe Wali Gali. No caminho aparecem o Gurdwara Sis Ganj Sahib e o templo jainista Lal Mandir.
3Três portões de arenito levam ao pátio, e a escala só se revela lá dentro: cabem ali cerca de 25 mil pessoas, com um tanque de abluções de mármore no centro. O nome oficial, Masjid-i-Jahan-Numa, pode ser traduzido como "a mesquita que reflete o mundo". Shah Jahan, o mesmo do Forte Vermelho, mandou construí-la em meados do século 17, com três cúpulas de mármore sobre o salão de oração.
Os dois minaretes têm 41 metros, e a subida rende uma vista ampla dos telhados da Velha Délhi. É uma mesquita em pleno uso: entra-se descalço, com roupa que cubra braços e pernas, e a visita deve ficar fora dos horários de oração. A sexta-feira é o dia mais cheio.
4Em 1664, o oitavo guru sikh, Guru Har Krishan, ficou hospedado num palácio que existia neste terreno e, durante uma epidemia de varíola e cólera, distribuiu água do poço a quem precisava. Ele adoeceu e morreu no mesmo ano. Um pequeno santuário surgiu em 1783 e cresceu até o conjunto de mármore branco de hoje, com o sarovar, o lago sagrado, no lugar do antigo poço.
O coração da visita é o langar: voluntários servem refeições vegetarianas a qualquer pessoa, sem distinção de casta, cor ou crença, e todo mundo come lado a lado, sentado no chão. Antes de entrar, tire os sapatos, lave os pés e cubra a cabeça. Fotos não são permitidas dentro do templo principal.
5Antes do Taj Mahal, houve este ensaio geral. Encomendado pela imperatriz Bega Begum, primeira esposa de Humayun, e desenhado pelo arquiteto persa Mirak Mirza Ghiyas, que morreu antes do fim e deixou a obra para o filho, foi o primeiro túmulo-jardim do subcontinente e a primeira construção a usar arenito vermelho nessa escala. O jardim charbagh ocupa uns 12 hectares.
Tantos membros da família imperial foram enterrados aqui que o lugar ganhou o apelido de "dormitório dos mogóis". Uma grande restauração do Aga Khan Trust for Culture com o Serviço Arqueológico da Índia, concluída em 2003, devolveu o brilho ao conjunto, Patrimônio Mundial desde 1993.
6Lutyens chamava este trecho de "eixo cerimonial", e a ideia era impressionar: no alto do monte Raisina fica o Rashtrapati Bhavan, e a avenida segue em linha reta, passando por Vijay Chowk, até o India Gate e o Memorial Nacional de Guerra. Foi Kingsway no tempo britânico, virou Rajpath depois da independência e, em setembro de 2022, ganhou o nome de Kartavya Path.
É por ali que passa o desfile do Dia da República, todo 26 de janeiro, e no dia 29 a cerimônia Beating the Retreat ocupa Vijay Chowk. Nos outros dias, a avenida reinaugurada em 2022 é um passeio longo e plano, que rende mais no fim da tarde.
7São 42 metros de pedra e 13.313 nomes gravados, de soldados do exército da Índia britânica mortos na Primeira Guerra Mundial e na Terceira Guerra Anglo-Afegã, de 1919. Lutyens, o mesmo arquiteto da avenida, assinou o projeto; a pedra fundamental foi lançada em 1921 e o memorial foi inaugurado dez anos depois, com o nome de All India War Memorial.
Sob o arco ardeu, de 1972 a 2022, a Amar Jawan Jyoti, chama em homenagem aos soldados mortos na guerra de 1971, hoje unida à chama do Memorial Nacional de Guerra, ali perto. A uns 150 metros fica o dossel que abrigou uma estátua do rei George V, retirada em 1968; desde 2022, ele guarda uma estátua de Subhas Chandra Bose.
8Qutb ud-Din Aibak começou a torre em 1199 e só terminou o primeiro andar; o genro, Iltutmish, acrescentou mais três. Depois que um raio danificou o topo no século 14, Firuz Shah Tughlaq reconstruiu a parte de cima e somou mais um andar. Resultado: 72,5 metros de arenito vermelho e cinzento, com faixas de inscrições que vão cansar o seu pescoço.
O complexo, Patrimônio Mundial desde 1993, inclui a mesquita Quwwat-ul-Islam, a mais antiga dos sultões de Délhi que chegou até hoje, e o pilar de ferro com inscrição em sânscrito do século 4. Repare na cúpula solitária no gramado: sobra de uma restauração do século 19, ganhou o apelido de Smith's Folly.
9De longe parece uma flor pousada no gramado; de perto, são 27 pétalas independentes revestidas de mármore branco pentélico, trazido da Grécia, em três anéis de nove. Projetado pelo arquiteto Fariborz Sahba e dedicado em dezembro de 1986, o templo tem 40,8 metros de altura, e o salão central acomoda 1.300 pessoas sentadas.
Qualquer pessoa entra, seja qual for a religião. Lá dentro não há sermões, rituais nem instrumentos musicais: há leituras de textos sagrados de várias tradições e momentos de oração e meditação em silêncio. O efeito surpreende: um salão cheio e quase nenhum som.
10Erguido por voluntários organizados pela BAPS, o templo dedicado a Bhagwan Swaminarayan junta arenito rosa e mármore italiano de Carrara. São 234 colunas esculpidas, nove cúpulas e cerca de 20 mil esculturas, numa densidade de detalhe que faz qualquer um andar mais devagar. Na Gajendra Peeth, as histórias esculpidas são todas de elefantes.
Em volta ficam exposições, um passeio de barco de uns 15 minutos por dioramas da Índia antiga e o lago Narayan Sarovar, que reúne água de 151 lagos e rios sagrados. Ao anoitecer, o show de águas dura 24 minutos. Celulares e câmeras ficam no guarda-volumes gratuito antes da revista: aqui, a foto fica só na memória.
Brasileiros podem pedir o e-Visa de turista no site oficial do governo indiano (indianvisaonline.gov.in), com opções de 30 dias, um ano e cinco anos. Faça o pedido com pelo menos quatro dias de antecedência, confira se o status aparece como GRANTED e leve uma cópia da autorização.
A Índia exige comprovante de vacinação contra febre amarela de quem chega de países com risco de transmissão, o que inclui vários países das Américas. Leve o Certificado Internacional de Vacinação. O CDC também recomenda hepatite A e febre tifoide e informa que há malária em Délhi: converse com um médico antes de viajar.
Prefira água engarrafada e lacrada e lave as mãos com frequência: o CDC alerta para doenças transmitidas por água e alimentos contaminados, entre elas a cólera.
Entre outubro e fevereiro, a poluição do ar no norte da Índia pode chegar a níveis graves, e em Délhi o pior costuma ficar entre outubro e dezembro. Quem tem asma ou outro problema respiratório deve falar com o médico e acompanhar o índice de qualidade do ar todo dia.
O metrô de Délhi soma mais de 340 km de linhas e tem uma linha expressa até o aeroporto. Ele deixa você perto de vários pontos deste guia, como nas estações Kalkaji Mandir (Templo de Lótus) e Akshardham.
Em mesquitas, gurdwaras e templos, cubra ombros e joelhos e esteja pronto para tirar os sapatos. No gurdwara, todos cobrem a cabeça. No Akshardham, celulares e câmeras ficam no guarda-volumes antes da revista.
Em Délhi, a comida conta a história da cidade. Os becos da Velha Délhi guardam endereços com mais de um século de fogão aceso, como os parathas recheados da Paranthe Wali Gali, servidos com chutneys, curry de batata e picles. Pratos que o mundo associa à Índia, como o butter chicken, ganharam fama em restaurantes da própria Délhi. E há uma refeição que não aparece em lista de restaurante: o langar dos gurdwaras, vegetariano, gratuito e servido a quem chegar.
Pão achatado recheado de ervilha, couve-flor, castanha-de-caju, amêndoa e até versões doces. Na Paranthe Wali Gali, sai sem cebola nem alho, com chutney de tamarindo e de hortelã.
Frango num molho cremoso de tomate, manteiga e garam masala, com folhas secas de feno-grego. A fama nasceu no Moti Mahal, em Daryaganj, nos anos 1950.
Servida no kulhar, o copinho de barro, é a companheira tradicional dos parathas na ruela mais famosa da Velha Délhi.
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes, como o Google Analytics, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Você pode recusar a qualquer momento na política.