1Gateway of India
Arco de basalto de 26 metros na beira do porto, erguido para lembrar a chegada do rei George V em 1911 e ponto de partida das balsas para Elefanta.
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Em Mumbai, o pôr do sol tem plateia: gente de todo tipo senta no muro da Marine Drive, de costas para os prédios art déco, enquanto a curva da orla acende as luzes que lhe valeram o apelido de Colar da Rainha.
A estátua no alto da cúpula da antiga Victoria Terminus costuma ser confundida com a rainha Vitória, mas é uma figura alegórica do Progresso, com uma tocha numa mão e uma roda na outra. A estátua de Vitória que ficava na fachada sumiu nos anos 1950 e nunca foi encontrada.
Os portugueses batizaram a ilha de Elefanta por causa de um grande elefante de pedra que encontraram por lá. A escultura foi remontada e hoje está no Jijamata Udyan, o zoológico da cidade.
No Ganesh Chaturthi, a maior festa de Mumbai, a cidade chega a montar quase 5 mil pandals, os pavilhões temporários dedicados a Ganesha.
A Marine Drive tem nome oficial, Netaji Subhash Chandra Bose Road, que quase ninguém usa.
1Arco de basalto de 26 metros na beira do porto, erguido para lembrar a chegada do rei George V em 1911 e ponto de partida das balsas para Elefanta.
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2Templos escavados na rocha de uma ilha do porto, dedicados sobretudo a Shiva e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1987. Chega-se de balsa, a partir da Gateway of India.
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3Avenida de comércio aberta em 1838 para ligar Colaba ao resto da cidade, com ambulantes nas calçadas, livros, roupas, bijuterias e cafés fundados no século 19.
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4A antiga Victoria Terminus, estação de trem em estilo gótico vitoriano com influências indianas, projetada por F. W. Stevens, concluída em 1887 e Patrimônio Mundial desde 2004.
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5Mercado municipal de 1869, hoje Mahatma Jyotiba Phule Mandai, com frutas, verduras, roupas e brinquedos sob painéis esculpidos pelo pai de Rudyard Kipling.
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6Um gramado no coração do Fort com prédios góticos vitorianos de um lado e art déco do outro: o conjunto que virou Patrimônio Mundial da UNESCO em 2018.
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7Calçadão de cerca de 3 km em curva na Back Bay, de Nariman Point até a praia de Girgaon Chowpatty, famoso pelo pôr do sol e pelas luzes que lembram um colar.
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8Templo hindu de 1831 dedicado à deusa Mahalakshmi, ao lado de Mahakali e Mahasaraswati, à beira-mar no sul de Mumbai e palco de festas como Navratri e Diwali.
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9Santuário sufi de 1431 numa ilhota em frente a Worli, ligado à costa por uma passarela estreita de quase 1 km que só fica livre na maré baixa.
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10Lavanderia a céu aberto que funciona desde 1890 ao lado da estação Mahalaxmi, com fileiras de tanques de concreto onde milhares de pessoas lavam roupa à mão.
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11Templo dedicado a Ganesha em Prabhadevi, consagrado em 1801, com portas de madeira esculpidas e um dos endereços hindus mais procurados de Mumbai.
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12Calçadão de 1,2 km à beira-mar em Bandra que termina na Castella de Aguada, a torre de vigia que os portugueses ergueram em 1640 sobre a baía de Mahim.
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1De frente para o porto e com o hotel Taj Mahal Palace do outro lado da praça, o arco marca o lugar onde George V e a rainha Mary desembarcaram em 1911, na primeira visita de um monarca britânico à Índia. A pedra fundamental veio em 1913, o projeto de George Wittet misturou o estilo indo-sarraceno com detalhes da arquitetura de Gujarat, e a obra só ficou pronta em 1924: 26 metros de basalto e concreto.
A história reservou uma ironia ao monumento: em fevereiro de 1948, as últimas tropas britânicas deixaram a Índia independente passando justamente por ele. Em frente, uma estátua do guerreiro marata Shivaji ocupa desde 1961 o lugar de uma estátua de George V. E é dos cais ao lado que partem os barcos para Elefanta.
2A travessia, de cerca de uma hora, já faz parte do passeio: a Gateway vai ficando para trás e a ilha, que os moradores chamam de Gharapuri, a cidade das cavernas, cresce no horizonte. Do cais, um trenzinho turístico ajuda no começo, mas a chegada à Grande Caverna pede encarar uns 120 degraus íngremes.
Lá dentro, o salão escavado na rocha é dedicado principalmente a Shiva, e a estrela é o Sadashiva, o busto de três faces com mais de 5 metros de altura. A maioria dos estudiosos data o conjunto entre os séculos 5 e 7. São cinco cavernas hindus no morro do oeste e duas budistas no morro do leste, onde há montes de estupas bem mais antigos, de cerca do século 2 a.C.
3Até o fim da década de 1830, Colaba só era alcançada na maré baixa. A Causeway, concluída em 1838 pela Companhia das Índias Orientais, resolveu o problema e virou rua de comércio; o nome oficial hoje é Shahid Bhagat Singh Road. Nas calçadas, os ambulantes oferecem xales, tapetes, sandálias, artesanato e pequenas antiguidades, e nas lojas há de eletrônicos a cosméticos, além de uma banca de livros na calçada.
Dois cafés mostram a idade da rua: o Leopold e o Mondegar, ambos abertos por imigrantes iranianos em 1871, seguem servindo quem precisa de uma pausa entre uma barraca e outra. Perto dali ficam o Regal Cinema, a Galeria Nacional de Arte Moderna e o Museu Chhatrapati Shivaji Maharaj.
4Você pode passar um bom tempo olhando a fachada e esquecer que aquilo é uma estação de trem em pleno funcionamento, sede da Central Railway, com 18 plataformas. Frederick William Stevens começou a obra em 1878 e a concluiu em 1887, ano do Jubileu de Ouro da rainha Vitória, que deu ao prédio o primeiro nome. A mistura de neogótico vitoriano com temas da arquitetura tradicional indiana rendeu o título de Patrimônio Mundial em 2004.
Olhe para cima: a cúpula octogonal nervurada foi erguida sem cimbre, uma novidade para a época, e termina na estátua do Progresso. A estação virou Chhatrapati Shivaji Terminus em 1996 e ganhou o Maharaj no nome em 2017. Desde 2022, a iluminação de LED da fachada muda de tema em feriados e datas especiais.
5O prédio de pedra clara e avermelhada ficou pronto em 1869, com projeto de William Emerson, e levava o nome de Arthur Crawford, o primeiro comissário municipal da cidade. O nome oficial hoje homenageia o reformador social Jotirao Phule, mas o apelido antigo resiste. Na entrada, procure os painéis com cenas de trabalhadores esculpidos por John Lockwood Kipling, pai do escritor Rudyard Kipling.
Em 1882, este foi o primeiro prédio da Índia iluminado por eletricidade. O atacado de frutas se mudou para Navi Mumbai em 1996, mas o mercado não esvaziou: frutas, verduras, roupas, tecidos, bijuterias e brinquedos dividem os corredores, sob uma claraboia de 15 metros. Há também uma seção de animais vivos, que você pode pular sem culpa.
6Pare no meio do Oval Maidan e gire o corpo devagar. A leste estão os prédios públicos góticos do século 19: o Tribunal Superior de Bombaim, o campus Fort da Universidade de Mumbai e a Torre do Relógio Rajabai. A oeste, na faixa aterrada de Back Bay, os prédios residenciais art déco e o cinema Eros respondem com linhas curvas, frisos e cores claras.
Em 2018, a UNESCO reconheceu os dois lados como um só conjunto, com 94 prédios protegidos. Numa única olhada, você vê a Bombaim imperial dos tribunais e a metrópole que crescia sobre o aterro, entre cinemas e edifícios de apartamentos. E vale saber que Mumbai tem a segunda maior coleção de prédios art déco do mundo, atrás apenas de Miami.
7A avenida de seis pistas corre sobre terreno aterrado, e o calçadão de uns 3 quilômetros acompanha a curva da baía de Nariman Point, no sul, até Girgaon Chowpatty, aos pés de Malabar Hill. O muro baixo de frente para o mar é o banco mais disputado da cidade no fim da tarde. Quando escurece, os postes formam um arco que, visto do alto, parece um fio de pérolas: daí o Queen's Necklace.
Do lado da terra, repare nos prédios art déco erguidos por famílias parses ricas, como Kapur Mahal, Zaver Mahal e Keval Mahal, do fim dos anos 1930. Na ponta norte, a praia de Chowpatty é território do bhel puri e da kulfi, o programa certo para fechar o dia com o pé na areia e algo nas mãos.
8Foi um comerciante hindu, Dhakji Dadaji, quem mandou erguer o templo em 1831, na Bhulabhai Desai Road, no mesmo bairro de onde parte a passarela para Haji Ali. A homenageada é Mahalakshmi, deusa central do texto Devi Mahatmya, e no santuário ela aparece ao lado de Mahakali e Mahasaraswati, as três deusas da Tridevi.
É um templo de culto diário, e a visita segue o ritmo dos fiéis: tire os calçados antes de entrar, vista roupa que cubra ombros e joelhos e encare a fila sem pressa. Lakshmi puja, Navratri, Diwali e Gudi Padwa estão entre as datas mais festejadas, e nesses dias o movimento cresce bastante.
9A caminhada já é metade da visita: uma passarela estreita, de quase um quilômetro e sem corrimão, sai da região de Mahalaxmi e cruza o mar até a ilhota. Na maré alta ela fica submersa, então quem manda no horário é a tábua de marés. No fim do caminho está o túmulo de Pir Haji Ali Shah Bukhari, santo sufi da ordem Chishti e antigo comerciante vindo de Bukhara, no atual Uzbequistão.
O dargah, de 1431, é um exemplo de arquitetura indo-islâmica, com colunas de mármore decoradas com espelhos e os 99 nomes de Alá em padrões árabes. Há salas de oração separadas para homens e mulheres. Para entrar, tire os calçados, use roupa discreta e leve um lenço: em geral, espera-se que as mulheres cubram a cabeça.
10Fileiras e fileiras de tanques de concreto, cada um com sua pedra de bater roupa, e varais até onde a vista alcança. O Dhobi Ghat funciona desde 1890 ao lado da estação Mahalaxmi, da linha Western Railway, e é apontado como a maior lavanderia ao ar livre do mundo. Mais de 7 mil pessoas trabalham ali em jornadas de 18 a 20 horas, e cerca de 200 famílias moram no local.
Por dia, passam pelos tanques mais de 100 mil peças, que chegam de lavanderias de bairro, hotéis de porte médio, bufês e confecções, recolhidas de Colaba a Virar. Lembre que é um lugar de trabalho e de moradia, não um cenário: observe de fora, não atrapalhe quem está carregando trouxas e peça permissão antes de fotografar alguém de perto.
11O templo foi consagrado em 19 de novembro de 1801, por iniciativa de Laxman Vithu e Deubai Patil, e é dedicado a Siddhi Vinayak, o Ganesha que atende aos pedidos. Virou um dos templos hindus mais populares da cidade, e o fundo que o administra é o mais rico entre os templos de Mumbai, sustentado por doações dos devotos.
No santuário, as portas de madeira e as colunas trazem esculturas dos Ashtavinayaka, as oito manifestações de Ganesha veneradas em Maharashtra, e o teto interno é revestido de ouro. Desde 2025, o fundo do templo pede roupa que cubra o corpo: saias curtas, calças rasgadas e peças que deixem partes do corpo à mostra não entram. À noite, a cúpula externa ganha luzes coloridas.
12Em Bandra, o mar bate bem perto do calçadão de 1,2 quilômetro onde a vizinhança corre, passeia e senta para ver o fim do dia. Aos domingos, o Artist's Court costuma receber sessões de música abertas a quem passar, e o anfiteatro da ponta de Land's End sedia eventos como o Celebrate Bandra. No horizonte, a ponte estaiada Bandra-Worli Sea Link liga o bairro a Worli por cima da água.
No fim da rua, ao lado do hotel Taj Land's End, fica a Castella de Aguada, o Forte de Bandra: uma torre de vigia que os portugueses ergueram em 1640, de olho na baía de Mahim e no Mar Arábico. As pedras já serviram de cenário para filmes de Bollywood, como Dil Chahta Hai.
O Brasil está na lista de países que podem pedir o e-Tourist Visa no portal oficial indiano, com versões de 30 dias, 1 ano e 5 anos, e Mumbai é um dos aeroportos de entrada aceitos. O pedido vai de 120 dias até no mínimo 4 dias antes da chegada, e o passaporte precisa de 6 meses de validade e duas páginas livres. Viaje com a autorização impressa e o status GRANTED.
A Índia exige o certificado de vacina contra febre amarela, a partir dos 9 meses de idade, de quem chega de países com risco de transmissão, e o Brasil está nessa lista. Sem o documento, o viajante pode ficar até 6 dias em isolamento. O CDC também recomenda hepatite A e febre tifoide e aponta transmissão de malária em Mumbai: marque uma consulta antes da viagem.
De junho a setembro a chuva é forte, com pico em julho, e a cidade recebe cerca de 2.200 mm por ano. Evite andar em água de enchente, por causa do risco de leptospirose, e use repelente: dengue e chikungunya circulam no país.
Além do Chhatrapati Shivaji Maharaj (BOM), a região tem o novo aeroporto de Navi Mumbai (NMI), que começou a operar voos comerciais em dezembro de 2025. Confira o código no bilhete antes de chamar o carro.
Em templos e no Haji Ali, tire os calçados, cubra ombros e joelhos e leve um lenço para a cabeça. No Siddhivinayak, a regra de vestimenta vale desde 2025 e barra saias curtas e calças rasgadas.
Prefira barracas movimentadas, onde a comida sai quente da chapa, beba água lacrada e lave as mãos antes de comer, ou use álcool em gel: o CDC alerta para doenças transmitidas por água e alimentos.
Mumbai come em pé, na calçada, entre um trem e outro. O vada pav ficou famoso por ser barato o bastante para os operários das tecelagens, e hoje a cidade tem mais de 20 mil barracas dele; o pav bhaji nasceu como almoço rápido desses mesmos trabalhadores. Na orla, Chowpatty e Juhu são o lugar do bhel puri e da kulfi, em Dadar a pedida é a cozinha marati, com misal pav e thalipeeth, e a Mohammed Ali Road e os arredores da Crawford Market concentram mais comida de rua. Para comer sentado, os cafés de Colaba fundados por iranianos no século 19 seguem abertos.
Bolinho de batata temperada, empanado em massa de farinha de grão-de-bico e frito, dentro de um pãozinho, com chutney de alho e coco e uma pimenta verde ao lado. O apelido é Bombay burger.
Legumes amassados num molho grosso, com batata, ervilha, pimentão e tomate, cozidos na chapa com muita manteiga e servidos com pão tostado na mesma chapa.
O lanche clássico da praia de Chowpatty, montado na hora pelos vendedores da orla e comido ali mesmo, de frente para o mar.
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