Vista aérea de Tóquio com milhares de prédios e o rio Sumida, e o Monte Fuji nevado no horizonte sob céu azul.

Tóquio

Em Shibuya, o sinal abre e até três mil pessoas atravessam ao mesmo tempo, em todas as direções. Uma estação de trem depois, numa floresta plantada em volta de um santuário, o barulho mais alto é o dos seus passos.

Melhor época
Fim de março a abril (cerejeiras)Outubro e novembroChuvas: junhoTufões: setembro e outubroMais quente: agosto
Dias sugeridos
3 a 5 dias
Aeroporto
Haneda (HND)Narita (NRT)
Moeda
Iene (¥)
Idioma
Japonês
Fuso horário
UTC+9Sem horário de verão

Visão geral

Em Tóquio, a fila na porta do trem se forma sozinha, ninguém entra antes de quem sai e o vagão cheio consegue ser mais quieto que muita sala de espera. Esse acordo coletivo é o que faz a cidade andar, e é a primeira coisa que você aprende ao chegar: voz baixa, nada de ligação no transporte e o lixo voltando com você na mochila, porque nem sempre há uma lixeira por perto.

Tentar ver Tóquio como uma cidade com um centro só cansa. Pense em três blocos. No leste, Asakusa, Ueno e Yanaka guardam templos, museus e ruas de casas baixas, com Akihabara logo ao lado. No oeste, Meiji Jingu, Harajuku, Shibuya e Shinjuku concentram a floresta, a multidão e o neon. Perto da baía, Tsukiji, os jardins Hamarikyu e as chapas de monjayaki de Tsukishima resolvem um dia inteiro com comida e água por perto.

Haneda fica a cerca de 15 km do centro, e o monotrilho mais o trem da linha Yamanote levam até a estação de Tóquio em uns 20 minutos. Primavera e outono são as estações mais confortáveis; o verão é quente e úmido, com chuva em junho e risco de tufão no começo do outono. No inverno o céu costuma abrir, e o Monte Fuji pode aparecer lá no fundo da paisagem.

Você sabia?

  1. A lanterna vermelha do Kaminarimon, o portão de entrada do Senso-ji, pesa cerca de 700 kg. A atual, de 2013, é a quinta versão, e é recolhida durante o festival Sanja Matsuri para que objetos altos passem pelo portão.

  2. O Senso-ji recebe, segundo as estimativas, mais de 30 milhões de visitantes por ano, o que o coloca entre os lugares religiosos mais visitados do mundo.

  3. Akihabara deve o nome a Akiba, divindade protetora contra incêndios homenageada num santuário erguido depois de um grande fogo em 1869.

  4. Tsukishima, a ilha das casas de monjayaki, não existia até 1892: é um aterro feito na foz do rio Sumida.

  5. O Japão adotou horário de verão entre 1948 e 1952, durante a ocupação aliada, e abandonou a ideia desde então. O relógio de Tóquio fica em UTC+9 o ano inteiro.

Pontos turísticos em Tóquio

11 pontos turísticos
Beirais vermelhos em camadas do portão Hozomon, no templo Senso-ji, em Tóquio, contra um céu azul sem nuvens.1
Templos e santuários

Senso-ji

Templo budista de Asakusa cuja história começa, segundo a tradição, com uma imagem de Kannon encontrada por pescadores em 628. Na entrada, uma lanterna vermelha de cerca de 700 kg.

Tempo sugerido:1 a 2 hRegião:Asakusa
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Fachada do Honkan do Museu Nacional de Tóquio refletida no espelho d’água, sob céu azul.2
Museus e mirantes

Museu Nacional de Tóquio

O museu nacional mais antigo do Japão, fundado em 1872 no Parque Ueno, com cerca de 120 mil bens culturais e 89 Tesouros Nacionais no acervo.

Tempo sugerido:2 a 3 hRegião:Parque Ueno
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Yanaka Ginza vista do alto da escadaria, com lojas, pórtico e pedestres distribuídos pela rua.3
Bairros

Yanaka

Bairro de templos pequenos, cemitério arborizado e uma rua comercial de 170 metros que escapou das guerras e dos terremotos. Fica melhor no fim da tarde, na escadaria Yuyake Dandan.

Tempo sugerido:2 a 3 hRegião:Taito, perto de Nippori
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Rua de Akihabara à noite, com letreiros luminosos, prédios comerciais e pedestres atravessando.4
Bairros

Akihabara

O distrito que vendia eletrodomésticos no pós-guerra e, a partir dos anos 1980, virou o centro da cultura otaku, com lojas de anime, mangá, videogame e eletrônicos.

Tempo sugerido:2 a 3 hRegião:Chiyoda
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Portão de madeira do Meiji Jingu, com árvores e visitantes no pátio sob luz do dia.5
Templos e santuários

Meiji Jingu

Santuário xintoísta dedicado ao imperador Meiji e à imperatriz Shoken, fundado em 1920 no meio de uma floresta de 70 hectares plantada com árvores doadas de todo o Japão.

Tempo sugerido:1 a 1h30Região:Harajuku, Shibuya
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Cruzamento de Shibuya visto do alto, com faixas diagonais, muitos pedestres e fachadas comerciais.6
Bairros

Cruzamento de Shibuya

O cruzamento em frente à estação de Shibuya, aberto em 1973, onde de mil a três mil pessoas atravessam a cada sinal verde, inclusive na diagonal, ao lado da praça de Hachiko.

Tempo sugerido:1 hRegião:Shibuya
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Torres gêmeas do Governo Metropolitano de Tóquio vistas de frente ao entardecer, com prédios ao fundo.7
Museus e mirantes

Observatório do Governo Metropolitano de Tóquio

Dois mirantes gratuitos no 45º andar da sede do governo de Tóquio, projetada por Kenzo Tange. Em dia limpo, o Monte Fuji aparece, e o pôr do sol é o horário mais disputado.

Tempo sugerido:45 min a 1 hRegião:Shinjuku, lado oeste
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Entrada de Omoide Yokocho com placa verde, lanternas acesas, pequenas fachadas e corredor estreito.8
Comida e mercados

Omoide Yokocho

Viela de cerca de 60 balcões minúsculos junto à saída oeste da estação de Shinjuku, nascida num mercado informal do pós-guerra. Mais da metade das casas serve espetinhos na brasa.

Tempo sugerido:1 a 2 hRegião:Shinjuku, saída oeste
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Gramado amplo do Shinjuku Gyoen com árvores em tons de outono e arranha-céus de Shinjuku ao fundo.9
Jardins

Shinjuku Gyoen

Antigo jardim imperial de 58 hectares com três estilos lado a lado, japonês, francês e inglês, e cerca de 1.500 cerejeiras que florescem do fim de março ao fim de abril.

Tempo sugerido:1h30 a 2 hRegião:Shinjuku
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Rua do Mercado Externo de Tsukiji com bancas sob guarda-sóis verdes, letreiros e muitos visitantes.10
Comida e mercados

Mercado Externo de Tsukiji

Em 2018, o mercado atacadista e os leilões de peixe saíram de Tsukiji para Toyosu, mas o mercado externo ficou: ruelas de lojas e restaurantes de comida que seguem cheias.

Tempo sugerido:1h30 a 2 hRegião:Chuo, Tsukiji
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Casa de chá sobre o lago de Hamarikyu, com árvores e arranha-céus de Shiodome refletidos na água.11
Jardins

Jardins Hamarikyu

Jardim criado a partir de 1654 em terreno aterrado na baía de Edo, com um lago de água salgada que sobe e desce com a maré e uma casa de chá servindo matcha no meio dele.

Tempo sugerido:1 a 1h30Região:Chuo, beira da baía
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Roteiro de 3 dias

Dia 1

Asakusa, Ueno e a Tóquio de casas baixas

  • 1Senso-ji e a rua Nakamise, logo cedo
  • 2Museu Nacional de Tóquio, no Parque Ueno
  • Almoço pelos arredores de Ueno
  • 3Yanaka e a escadaria Yuyake Dandan no fim da tarde
  • 4Akihabara à noite
Dia 2

Floresta, multidão e neon no oeste

  • 5Meiji Jingu pela manhã
  • Rua Takeshita e Omotesando, em Harajuku
  • 6Cruzamento de Shibuya
  • 7Pôr do sol no Observatório do Governo Metropolitano
  • 8Jantar de espetinhos na Omoide Yokocho
Dia 3

Jardins, peixe e beira da baía

  • 9Shinjuku Gyoen na abertura
  • 10Almoço no Mercado Externo de Tsukiji
  • 11Jardins Hamarikyu e chá na casa do lago
  • Jantar de monjayaki em Tsukishima

Mapa

11 pontos no mapa

Dicas práticas

Trem em silêncio

Nos trens e ônibus, fale baixo e deixe as ligações para depois. Na plataforma, espere quem vai descer sair antes de entrar e respeite a fila, inclusive nas escadas rolantes.

O lixo vai com você

Use as lixeiras identificadas quando encontrar uma; quando não houver, guarde o lixo e leve embora. Um saquinho na mochila resolve o dia inteiro.

Sem gorjeta

A gorjeta não é esperada, e o serviço já está no preço. O agradecimento que funciona é um gochisosama no fim da refeição. Nos izakayas, conte com o otoshi, a entradinha cobrada por pessoa.

Templos e santuários

Tire os sapatos quando for pedido, não toque nos objetos expostos e veja as placas antes de fotografar: dentro dos salões, a foto costuma ser proibida. Peça permissão antes de fotografar pessoas, inclusive quem está rezando.

Calor, chuva e tufões

O verão é quente e úmido, e o calor pode seguir até setembro. Junho é mês de chuva, e um tufão pode passar em setembro ou outubro. No calor, beba água, reponha o sal e use chapéu ou sombrinha.

Entrada sem visto

Brasileiros com passaporte comum com chip podem entrar no Japão sem visto para turismo, por até 90 dias, numa regra prorrogada até setembro de 2029. A dispensa não vale para trabalhar e não garante a entrada: confira as regras na embaixada antes de viajar.

Comer e beber

Em Tóquio, uma das melhores refeições da viagem pode sair de um balcão de oito lugares ou de uma máquina de tíquetes na porta de uma casa de ramen, onde você paga antes e entrega a ficha ao atendente. Espere alguém indicar o seu lugar, mesmo vendo mesa vazia, peça pelo menos um prato por pessoa e diga itadakimasu antes de comer. Apontar para a foto do cardápio é perfeitamente aceito.

O estilo nascido em Edo, a antiga Tóquio, como refeição rápida para quem trabalhava. Prove o atum marinado no shoyu (zuke), a kohada e o anago, com a mão e numa mordida só.

Massa mole de farinha com repolho e gengibre, mais polvo, camarão ou queijo, que você mesmo espalha na chapa da mesa. Tsukishima tem mais de 80 casas especializadas.

Espetos na brasa de frango ou de miúdos, a comida que fez nascer a Omoide Yokocho. Peça alguns, uma bebida, e repita.

Outras cidades no Japão

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Fontes e créditos

Fontes consultadas

Créditos das imagens

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