Skyline da ilha de Hong Kong vista do outro lado do porto, sob céu azul, com balsas na água e morros verdes ao fundo.

Hong Kong

Na travessia do Star Ferry, um marinheiro arremessa a corda e outro, no píer, a fisga com um gancho, do jeito antigo. Atrás deles, uma parede de arranha-céus sobe do mar até a montanha.

Melhor época
Novembro e dezembroOutono seco e ensolarado
Dias sugeridos
3 a 4 dias
Aeroporto
Hong Kong (HKG)
Moeda
Dólar de Hong Kong (HK$)
Idioma
ChinêsInglêsCantonês (no dia a dia)
Fuso horário
UTC+8

Visão geral

Hong Kong tem mais arranha-céus do que qualquer outra cidade do mundo e, mesmo assim, cerca de 40% do território é parque rural ou reserva natural. Essa conta resume a viagem: de manhã você anda entre torres de vidro em Central, à tarde está numa crista de morro com o mar dos dois lados e à noite janta num mercado de rua em Kowloon. Além da ilha de Hong Kong e de Lantau, o território soma mais de 260 ilhas menores, então atravessar água vira parte da rotina, e das melhores.

Um pouco de contexto ajuda a entender o que você vê. Depois de 156 anos de administração britânica, Hong Kong se tornou, em 1º de julho de 1997, uma região administrativa especial da República Popular da China. Funciona sob o princípio "um país, dois sistemas", com a Lei Básica como documento constitucional, e por isso mantém moeda própria, o dólar de Hong Kong, além de chinês e inglês como línguas oficiais. Na rua, quem manda é o cantonês, língua do dia a dia de quase nove em cada dez moradores.

Para se organizar, pense em três pedaços. Na ilha de Hong Kong ficam o Pico, Central e Sheung Wan, onde templos do século 19 resistem entre prédios de escritório. Do outro lado do porto Victoria, Kowloon reúne a orla de Tsim Sha Tsui, os mercados noturnos e os templos mais movimentados. Lantau, vizinha do aeroporto, guarda o Grande Buda e a vila de palafitas de Tai O. Metrô, balsa, ônibus e bonde ligam tudo, e um único cartão, o Octopus, paga a conta de quase todos.

Você sabia?

  1. O pão de abacaxi, rei das padarias locais, não leva abacaxi: o nome vem da casca craquelada e dourada, que lembra a pele da fruta. Em 2014, o governo incluiu o pão na lista de patrimônio cultural imaterial de Hong Kong.

  2. O cartão Octopus estreou em 1997 e foi o segundo sistema de pagamento por aproximação do mundo. O nome em cantonês fala em chegar às oito direções, uma referência aos pontos da bússola.

  3. Até 1926, o Peak Tram era movido a caldeiras a vapor alimentadas com carvão e dividia os passageiros em três classes, com tarifas diferentes para cada uma.

  4. O Templo Wong Tai Sin foi o primeiro templo taoista autorizado pelo governo a celebrar casamentos e emitir certidões.

Pontos turísticos em Hong Kong

12 pontos turísticos
1
Bairros

Escada rolante Central–Mid-Levels

Cerca de 800 metros de escadas rolantes e esteiras cobertas que vencem 135 metros de subida entre Central e Mid-Levels, atravessando os bares e restaurantes do SoHo.

Tempo sugerido:1 a 2 hRegião:Ilha de Hong Kong (Central e SoHo)
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Espirais de incenso penduradas no teto do Templo Man Mo, com etiquetas vermelhas e luz quente entrando pelo alto.2
Religião e arte

Templo Man Mo

Templo de 1847 na Hollywood Road, em Sheung Wan, dedicado ao deus civil Man Cheong e ao deus guerreiro Kwan Tai, com espirais de incenso pendendo do teto.

Tempo sugerido:30 a 45 minRegião:Ilha de Hong Kong (Sheung Wan)
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Vista noturna do alto do Pico Victoria sobre os arranha-céus de Hong Kong, o porto iluminado e a encosta coberta de mata.3
Mirantes

Pico Victoria e Peak Tram

O morro mais alto da ilha de Hong Kong, com 552 metros, alcançado pelo Peak Tram, funicular inaugurado em 1888 que sobe a encosta em cerca de cinco minutos.

Tempo sugerido:3 a 4 hRegião:Ilha de Hong Kong (The Peak)
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Píer do Star Ferry em Tsim Sha Tsui com uma balsa verde e branca atracada e o skyline da ilha de Hong Kong ao fundo.4
Mirantes

Star Ferry

As balsas que cruzam o porto Victoria desde 1888, ligando a ilha de Hong Kong a Kowloon por poucos dólares, numa travessia curta com o skyline dos dois lados.

Tempo sugerido:30 minRegião:Porto Victoria (Central, Wan Chai e Tsim Sha Tsui)
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Salão principal do Templo Wong Tai Sin, com colunas vermelhas, leão de pedra, fumaça de incenso e prédios altos ao fundo.5
Religião e arte

Templo Wong Tai Sin

Templo taoista ao pé da Lion Rock, famoso pelo lema "o que você pede, você recebe" e pelo barulho das varetas da sorte sacudidas em copos de bambu.

Tempo sugerido:1 hRegião:Kowloon (Wong Tai Sin)
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Pavilhão dourado de telhado oriental sobre ponte laranja, entre pinheiros podados, com prédios ao fundo sob céu azul.6
Religião e arte

Convento Chi Lin e Jardim Nan Lian

Convento budista reconstruído no estilo da dinastia Tang, todo em madeira de cipreste encaixada sem pregos, de frente para um jardim clássico chinês aberto ao público.

Tempo sugerido:1 a 2 hRegião:Kowloon (Diamond Hill)
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7
Museus

M+

Museu de cultura visual contemporânea aberto em 2021 em West Kowloon, com arte, design, arquitetura e cinema, numa torre cuja fachada de LED vira tela gigante sobre o porto.

Tempo sugerido:2 a 3 hRegião:Kowloon (West Kowloon)
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Pórtico vermelho da Temple Street, em Yau Ma Tei, à noite, com letreiros luminosos e a rua quase vazia ao fundo.8
Bairros

Mercado noturno da Temple Street

Mercado noturno de Kowloon com mais de 100 barracas, barganha liberada, comida de rua e restaurantes de frutos do mar, numa rua que já serviu de cenário a vários filmes.

Tempo sugerido:1 a 2 hRegião:Kowloon (Yau Ma Tei e Jordan)
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Vista aérea do Grande Buda de bronze sentado sobre a base circular de degraus, cercado por floresta e montanhas com névoa.9
Religião e arte

Grande Buda (Tian Tan) e Ngong Ping

Estátua de bronze de 34 metros sentada sobre um lótus no planalto de Ngong Ping, em Lantau, concluída em 1993 ao lado do Mosteiro Po Lin. São 268 degraus até ela.

Tempo sugerido:meio diaRegião:Ilha de Lantau (Ngong Ping)
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Canal de Tai O, em Lantau, com casas de palafita, barcos de pesca atracados e colinas verdes ao fundo.10
Bairros

Tai O

Vila de pescadores no oeste de Lantau, com casas de palafita sobre o canal, peixe salgado e pasta de camarão nas lojinhas e passeios de barco atrás do golfinho-rosado.

Tempo sugerido:2 a 3 hRegião:Ilha de Lantau (costa oeste)
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Skyline noturno da ilha de Hong Kong visto do outro lado do porto, com feixes de laser sobre os prédios e reflexos na água.11
Mirantes

Orla de Tsim Sha Tsui e Sinfonia de Luzes

O calçadão de Kowloon de frente para a ilha de Hong Kong, com a Avenida das Estrelas e plateia garantida para o show de luzes que acontece todas as noites às 20h.

Tempo sugerido:1 a 2 hRegião:Kowloon (Tsim Sha Tsui)
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Trilheiros subindo o caminho de terra na crista do Dragon's Back, com morros verdes, mar e ilhas ao fundo sob nuvens.12
Natureza

Trilha Dragon's Back

Trilha pela crista entre o Shek O Peak e o Wan Cham Shan, com o mar dos dois lados da ilha, que termina na baía de Big Wave Bay depois de cerca de 8,5 km.

Tempo sugerido:4 a 5 hRegião:Ilha de Hong Kong (Shek O)
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Roteiro de 3 dias

Dia 1

Ilha de Hong Kong, do templo ao Pico

  • 1Escada rolante Central–Mid-Levels e ruas do SoHo
  • 2Templo Man Mo, na Hollywood Road
  • Almoço de dim sum
  • 3Peak Tram e volta da Lugard Road no fim da tarde
  • 4Star Ferry para Tsim Sha Tsui e Sinfonia de Luzes às 20h
Dia 2

Kowloon: templos, museu e mercado

  • 5Templo Wong Tai Sin pela manhã
  • 6Convento Chi Lin e Jardim Nan Lian
  • 7M+ em West Kowloon
  • 8Mercado noturno da Temple Street e jantar por lá
Dia 3

Lantau: Buda e palafitas

  • 9Teleférico Ngong Ping 360 a partir de Tung Chung
  • 9Grande Buda e Mosteiro Po Lin
  • 10Tarde na vila de Tai O e passeio de barco
  • Volta a Kowloon para o jantar

Mapa

11 pontos no mapa

Dicas práticas

Um cartão para tudo

O Octopus paga metrô, ônibus, balsas e bondes, além de compras em lojas de conveniência, supermercados e restaurantes. Há versões pensadas para turistas, inclusive no celular.

Temporada de tufões

Os ciclones tropicais podem aparecer de maio a novembro, com mais chance entre julho e setembro. Acompanhe os alertas do Observatório de Hong Kong: com tempo severo, o show de luzes do porto é suspenso, e chuva forte ou neblina podem atrapalhar balsas e voos.

Calor de verão

De maio a agosto, as tardes costumam passar dos 31 °C com muita umidade, e cerca de 80% da chuva do ano cai entre maio e setembro. Deixe trilhas para o começo da manhã e leve guarda-chuva sempre.

Templos em funcionamento

Man Mo, Wong Tai Sin e Chi Lin são lugares de culto ativos. Fale baixo, evite flash e não fique na frente dos altares enquanto alguém reza ou acende incenso.

Barganha com bom humor

Na Temple Street, negociar o preço é normal e esperado. Faça uma contraproposta com calma e bom humor, e só negocie o que de fato pretende levar.

Comer e beber

Comer fora é quase um esporte local em Hong Kong, em parte por causa das jornadas longas de trabalho. Os três palcos principais são o yum cha, ritual de tomar chá com dim sum que as famílias costumam cumprir nos fins de semana; os cha chaan tengs, cafés populares com cardápio de influência ocidental adaptada ao gosto cantonês; e os dai pai dongs, barracas ao ar livre de pratos quentes salteados na hora, cada vez mais raras. O nome dai pai dong quer dizer algo como "barraca da placa grande", uma referência à licença de funcionamento.

Porções pequenas, quase sempre no vapor, que em algumas casas ainda passam em carrinhos entre as mesas. Peça o cha siu bao, pãozinho recheado de porco assado.

Apelidado de chá meia-calça, é a bebida-assinatura dos cha chaan tengs e forma, com o pão de abacaxi, a dupla clássica do lanche local.

Pão doce de casca craquelada, sem um pedaço de abacaxi. Na versão bolo yau, vem quente e aberto com uma fatia grossa de manteiga dentro.

Presença garantida nos cha chaan tengs, ao lado do congee e das tortinhas de ovo, para quem quer comer bem e rápido.

Outras cidades na China

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Fontes e créditos

Fontes consultadas

Créditos das imagens

  • Hong Kong de frente: a ilha de arranha-céus colada nas montanhas, e as balsas do porto fazendo parecer que o trânsito aqui também é aquático.Foto: WiNG · CC BY-SA 3.0 · original
  • Do alto do Pico, a cidade vira um tapete de luzes entre o porto e a mata. É por isso que a fila do bondinho vale a pena.Foto: Haydn Hsin · CC BY-SA 3.0 · original
  • O píer do Star Ferry com uma das balsas verdes e brancas atracadas, e a ilha de Hong Kong esperando do outro lado da água.Foto: Baycrest · CC BY-SA 2.5 · original
  • A Sinfonia de Luzes em ação: feixes de laser cruzam o céu e a ilha de Hong Kong vira um palco, visto da orla de Kowloon.Foto: wandering_angel · CC BY 2.0 · original
  • O Grande Buda de bronze sentado no topo da ilha de Lantau, com a mata e a névoa da montanha ao redor.Foto: Huangdan2060 · CC BY 4.0 · original
  • As palafitas de Tai O debruçadas sobre o canal, com os barcos de pesca amarrados à porta de casa.Foto: CrazyVirgo · Licença Pixabay · original
  • Espirais de incenso penduradas no teto do Man Mo: cada uma queima por semanas, e a luz que passa pela fumaça faz o resto.Foto: Aethelfirth · CC BY-SA 4.0 · original
  • O pórtico da Temple Street de noite: depois que as barracas fecham, a rua fica quieta e laranja.Foto: Diego Delso · CC BY-SA 3.0 · original
  • O salão principal do Wong Tai Sin entre fumaça de incenso e lanternas vermelhas, com os prédios do bairro espiando por trás.Foto: edwin.11 · CC BY 2.0 · original
  • O pavilhão dourado do Jardim Nan Lian, entre pinheiros podados, e os prédios de Diamond Hill bem atrás: dois mundos num só quadro.Foto: Wpcpey · CC BY 4.0 · original
  • Dragon's Back: a trilha segue a crista, com o mar dos dois lados, e dá tempo de olhar a vista entre uma subida e outra.Foto: Seaman Christopher Veloicaza · Public domain · original
  • Dim sum em cesto de bambu: pãezinhos, bolinhos e quitutes à espera de quem vai pedir só mais um e sair rolando.Foto: Peachyeung316 · CC BY-SA 4.0 · original

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